Projovem trabalhador, ministro defende política para o primeiro emprego


O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu nesta segunda-feira (24) a manutenção de políticas de incentivo à contratação de jovens, afirmando que a questão do primeiro emprego é o “maior desafio” do país na área do trabalho. Lupi esteve ontem em Barretos (SP) para inauguração de uma agência do ministério e entrega de diplomas a 1.092 alunos que concluíram o Projovem Trabalhador.

Na avaliação do ministro, a geração recorde de empregos formais em 2010 – 2,5 milhões de vagas em todo o país – é um sinal de alerta para que o Brasil invista mais na área de qualificação profissional, pois já não há excesso de trabalhadores qualificados à disposição das empresas.

“As vagas naturalmente costumam ir para quem já têm alguma experiência, mas como o jovem vai ter experiência sem oportunidade? É preciso romper esse ciclo vicioso e qualificar essa mão-de-obra. O país está crescendo e mais vagas vão surgir”, afirmou.

Lupi elogiou a iniciativa da prefeitura e da câmara municipal de Barretos, que tentam aprovar lei concedendo incentivos fiscais às empresas que contratem jovens sem experiência profissional. A proposta também inclui isenção de impostos municipais para empresas fundadas por jovens empreendedores.

“Medidas desse tipo e programas como o Projovem são importantes porque permitem que estudantes de baixa renda e formação incompleta possam continuar se preparando profissionalmente. Sem esse curso, muitos estariam parados ou subempregados. Damos a eles condições de lutar por vagas formais no mercado e desempenhar bem essas funções”, disse o ministro.

Em Barretos, o Projovem ofereceu cursos profissionalizantes de 350 horas de aula em áreas como administração, comunicação social, serviços pessoais, madeira e móveis, turismo e alimentação. Os alunos que comprovaram freqüência receberam um auxílio financeiro de R$ 600 ao longo do curso.

Ao entregar os diplomas, o ministro contou aos estudantes um pouco de sua própria experiência profissional. Ele lembrou que começou a trabalhar como jornaleiro após perder seu pai, aos treze anos. “Tenho uma origem muito parecida com a de vocês, desde cedo tive de ajudar a sustentar minha família. Se eu cheguei até aqui, vocês podem ir ainda mais longe”, incentivou.

 

Projovem Trabalhador

Nas modalidades Juventude Cidadã e Consórcio Social da Juventude, o programa do MTE prepara o jovem para o mercado de trabalho e para ocupações alternativas geradoras de renda. Podem participar do programa os jovens desempregados com idades entre 18 e 29 anos, e que sejam membros de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo. (Fonte: Assessoria de imprensa MTE)



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